quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Dica de vídeo

Alô pessoal!

Abaixo uma dica de vídeo de um cara muito bacana chamado Eduardo Manccioli que passou pela síndrome do pânico e conta como foi e como hoje está curadíssimo. Assista até o fim, vale a pena ver o relato emocionante dessa figura:




A volta

Bom dia amiguinhos, como vão?
Depois de uma enorme lacuna, estamos voltando à toda com o blog, dando dicas de moda  de como mandar de uma vez por todas o pânico pra casa do carvalho.
Conto com a ajuda e o carinho de sempre de vocês!


quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Aprendendo à Observar os Pensamentos

Aprenda a observar a sua mente
Comece a observar atentamente como vários pensamentos inúteis, de preocupação, do passado ou do futuro surgem em sua mente e fogem de seu controle. Um pensamento conduz a outro e você vai se tornando agitado. Observe como se torna tenso quando se deixa envolver por estes pensamentos. Você fica remoendo mágoas, reproduzindo mentalmente cenas conflitantes e gerando assim raiva e sofrimentos inúteis.
Perceba o que acontece em sua mente antes destes pensamentos formarem estas ondas negativas trazendo aflições e ansiedade. Quando detectar isto, diga para você mesmo:

"Olha eu aí de novo... Olha eu alimentando isto de novo".

"Para que pensar isto e causar sofrimento para mim? Isto é mente negativa".
E deste modo, corte o mal pela raiz. Este método é infalível. Quando a mente perceber que está sendo observada, que agora tem alguém no comando, ela vai se tornando menos resistente, mais dócil e se torna mais fácil controlá-la.
Antes de sua mente disparar com tantos pensamentos, pare com esta inquietação. Procure se concentrar no que está fazendo. Converse com sua mente. Explique a ela que no momento certo você fará o que tem de ser feito, que tudo acontece para melhor. Acredite em você e na sua mente positiva que é sua verdadeira amiga.

Não permita que a mente permaneça nos velhos sulcos, nos antigos padrões mentais e hábitos antigos de pensamentos. Pratique a vigilância. Mantenha-se alerta. Compreenda que você pode afastar os pensamentos desnecessários, negativos, de irritação, de tristeza, de medos. Cultive pensamentos proveitosos, benéficos e úteis. Aprenda a estar presente no momento presente.
Comece a praticar isto agora mesmo. Não desanime se no princípio achar que é difícil ou até impossível. Muitos destes pensamentos negativos estão morando em seu interior há muito tempo e eles se sentem donos de sua mente; não vão querer sair com facilidade. Tenha a coragem de mudar e ser livre para ser mais feliz. Seja persistente e determinado!

Ao perceber, algumas vezes ao dia, um pensamento negativo e imediatamente substituí-lo por um pensamento oposto, você começa a exercer seu poder de escolha.Você começa a usar o poder da mente a seu favor. Você compreende que pode parar de sofrer. Você adquire o apoio de uma mente tranquila, amável, mais silenciosa e pacífica.
A maioria das pessoas nem mesmo começa a tentar, e a maioria daqueles que começam, não se lembram de continuar a fazê-lo. Todavia, se você for persistente e estável, pode criar o hábito do pensamento positivo. Em vez do hábito da preocupação e tristeza, desenvolva o hábito da alegria e felicidade.

A maioria de nós tem sido condicionada a pensar negativamente. Isto se tornou um velho hábito e parece perfeitamente natural. Todavia, você pode apagar o velho condicionamento e criar tendências positivas.
Para experimentar um sentimento você tem que primeiro produzir o pensamento que é responsável por este sentimento. Quando se sentir triste, deprimido, desanimado, observe seu pensamento -- com certeza você alimentou um pensamento negativo. Sem pensamento negativo não pode existir a depressão, o estresse, a angústia. Você mesmo alimenta seus conflitos, irritação e ansiedade com a força de seu pensamento.

Precisamos compreender que passado é passado e não adianta ficar remoendo o que já passou, se torturando, se culpando e sendo assim seu próprio inimigo. Sentir mágoas e guardar ressentimentos não muda as situações, apenas perturba nossa mente e causa infelicidade. Não é errado se lembrar do passado, mas precisamos nos libertar dos sentimentos negativos ligados aos acontecimentos.

Se você tem uma pedra em seu sapato, você a tira. Descalça o sapato, o sacode e senti alívio imediato. Você precisa compreender que também pode remover um pensamento negativo da mente. Basta decidir fazer isto. Escolher o que pensar. Escolher optar por ser mais feliz.
Pratique o doce autoesforço. Permita que a jóia da paciência emerja de seu próprio ser e brilhe. Desenvolva o poder do pensamento positivo e colha seus frutos benéficos, vivendo com mais entusiasmo e tranquilidade.

Fique em paz! 
Rafa Silveira

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

A Terapia do Foda-se

Gastei quase minha vida inteira – 26 anos – me preocupando demais se ofendi alguém, me preocupando se eu sou legal demais para eles, ou me perguntando se eles estão me julgando ou falando mal de mim.
Não aguento mais. Isso é estúpido e não faz bem para meu bem-estar. Acabei virando um auto-sabotador e alguém sem personalidade. Mas o pior de tudo é que isso me fez virar uma pessoa que não toma uma postura diante de situação alguma. Me fez virar alguém que fica no meio-termo sempre, e não onde eu gostaria de ficar, por medo de fazer com que os outros mudem de opinião.
Não hoje. Não mais.
A partir de agora as coisas serão diferentes, senhoras e senhores.
Vamos falar sobre a cura. Vamos falar sobre o que é necessário. Sobre a verdade.
Você quer saber se alguém fala mal de você? Ou se os seus amigos vão aprovar? Você evita conflitos? Não tem postura?

 
 Bem, é hora de mandar tudo ir se fuder.
FATO NÚMERO 1. Pessoas estão te julgando AGORA.
Sim, realmente está acontecendo neste exato momento. Algumas pessoas não gostam de você, e adivinha? Não há nada que você possa fazer. Não importa quanto você babe o ovo deles ou tente favorecer seus interesses, isso não vai ajudar. Na verdade, o oposto geralmente é verdade: quanto mais você se impõe, mais eles te respeitam, querendo ou não.
O que as pessoas realmente respeitam é quando você traça uma linha e diz “vocês não passarão daqui”. Eles podem não gostar desse tipo de atitude, mas e dai? De qualquer forma, são as pessoas que já não gostam de você, por que você deveria tentar agradar pessoas que não ligam pra você?
Beleza. Daí, tem os trolls da internet, que são outros 500.
Não tem problema com pessoas normais, na verdade você não ouve quando elas estão falando mal de você pelas suas costas. Mas na internet, você vê, o que muda a dinâmica drasticamente. Essas coisas tem impacto por que você tem lá sua vaidade. Mas o real problema com os haters é que eles confirmam sua paranóia de que todo mundo odeia você secretamente.
Para o nosso alívio, isso não é totalmente verdade. A primeira grande verdade é que a maioria das pessoas nem se importa se você está vivo. Abrace essa idéia, meus amigos, para a liberdade de verdade. Esse mundo é gigante e você é pequeno, e você pode fazer o que quiser e estar pouco se fudendo pra quem não gosta.

FATO NÚMERO 2. Você não precisa de que todo mundo goste de você.
É uma puta doideira, eu sei, mas é legal, você se acostuma com isso. Aqui vai a próxima idéia: A maioria das pessoas além de não saberem que você existe, também podem estar te julgando, mas mesmo que elas estejam, isso não importa.
Você pode não ter percebido ainda o quanto isso é libertador, mas vai. Se liga então: quando as pessoas não gostam de você, na verdade, NADA ACONTECE. O mundo não acaba. Seus dedos não vão cair. Na verdade, quanto mais você ignora-os e toma conta da sua vida, melhor você se sai.
Sabe quando dizem que “a melhor vingança é uma vida bem vivida”? Bem, é verdade, mas não é a verdade inteira. Viver bem a vida é ótimo, sim, mas isso não acontece enquanto você está se martelando sobre quem são seus depreciadores e o que eles pensam. O que você tem que fazer, o que você não tem escolha, DEVE fazer, é aceitar isso e continuar em frente.
Mandar tudo pra puta que pariu é um precedente necessário para criar uma vida boa para si mesmo, na verdade. Simplesmente não acontece se você não tiver essa idéia na cabeça.
E é por isso que você deve começar hoje.

FATO NÚMERO 3: É você quem realmente importa.
Ok, daí você se ajustou para o fato de que a grande maioria das pessoas sequer estão cientes da sua existência, e você também sabe do fato que as pessoas que não gostam de você estão na minoria das minorias E são totalmente irrelevantes. Maravilhoso. Agora você precisa se tocar de que as pessoas que se importam com você, e mais ninguém, são as que você deve focar.
Relacionamentos são esquisitos. Uma vez que estamos em um (seja com esposa, família, whatever) prontamente colocamos a pessoa na zona ‘garantida’ e passamos a impressionar os outros – nossos chefes, por exemplo – e depois que impressionamos nossos chefes, jogamos ele pra zona garantida também, e assim por diante, num ciclo vicioso de apatia. É como se nós sempre preferíssemos impressionar e ‘seduzir’ o novo ao invés de trabalhar no que nós já temos.
Mas essas pessoas – seus campeões – entendem sua jornada e sua causa. Eles fazem você se sentir bem quando você está próximo deles, fazem você rir ou se sentir a vontade para ser você mesmo. Eles fazem você se sentir relaxado e tranquilo. Você compartilhou coisas com eles. São importantes para você. Foque neles.

FATO NÚMERO 4. Quem não liga para nada muda o mundo. O resto não.
No momento eu to lendo esse livro horrível escrito pelo Stephen King, chamado “Long Walk”. É uma competição onde as pessoas andam sem dormir ou descansar, e se eles pararem, são mortos. (Na verdade todo livro do Stephen King é assim – “Olha, um palhaço, mas ele mata!” “Há um carro, mas ele mata!” etc.)
Suspeito que este livro seja uma metáfora para guerra, mas também trata sobre perseverança muito bem. O que faz você conseguir caminhar sob qualquer coisa é simplesmente entender que seus obstáculos não são importantes, e podem ser ignorados. É verdade, seja para correr uma maratona ou tentando ir para Marte.
Se você ignorar as coisas que não importam; se você remover essas coisas da sua cabeça e focar no que deve ser feito/ se você entender que seu tempo é limitado e começar a trabalhar agora; só assim você será capaz de atravessar na linha de chegada. Caso contrário, você será dissuadido a viver uma vida que você não está interessado.
Obs: Você deve lidar melhor com as falhas e a escuridão. Você pode estar numa situação difícil agora onde você se sente solitário ou um fracasso, uma falha humana. Não se preocupe, todos nós já estivemos aí. Mas tá na hora de você entender como esses problemas são comuns, e a maioria das pessoas mais bem-sucedidas e felizes do mundo já passaram por eles. Essas pessoas passam por isso, e você também vai.

O olho te observa
Quer saber de uma coisa? Não tem nada a ver co ninguém, tem a ver com você.
Todo mundo tem um ‘olho internetístico’. Sempre está observando. Está sendo construído aos poucos pela sociedade de uma forma geral e por seus amigos e família, e fica te observando seus comportamentos não-aceitáveis. Se você convive com isso por tempo suficiente, você passa a acreditar que o olho é você mesmo, que você está ‘sendo sensato’ ou algum outro tipo de racionalização.
Mas o olho de forma alguma é você. É uma prisão, e você justifica sua existência obedecendo-o. É forte porque você permite que seja forte.
Mas o segredo, a parte que é surpreendente, é que ele não pode fazer nada para te parar, mesmo que ele quisesse. É só um olho. Apenas observa. Todo o seu resto é livre para agir como você quiser.

Como ter facilmente seu auto-respeito de volta em 5 passos
PASSO 1. Faça coisas que você considera embaraçosas.
Eu e minha ex-namorada fomos do centro de SP até Santo André usando cartolas na cabeça. Já viu algum casal andar de cartola por aí? É estiloso, você se sente um cônfrade, mas é ridículo.
Como eu disse no início desse post, sou profundamente consciente e posso ficar bem chateado pelo julgamento das pessoas – acho que um monte de pessoas são assim, mas não admitem. Mas enquanto andávamos nos sentindo como membros de uma confraria, ninguém olhou para mim. Ninguém se importou, e de repente fui percebendo que mesmo que eles me olhassem estranho, eles simplesmente continuariam andando. Amanhã sequer lembrariam de mim.
Você deve tentar isso. Descubra seus filtros internos e quebre-os, um de cada vez. Perceba como a sociedade, como um oceano, vai suavizando as ondas que você gera, até que o que você tenha feito seja eliminado, ou vire o status quo. Domine isso.

PASSO 2. Aceite, ou lide com, o embaraço
É sabido que os entrevistadores conseguem seus melhores materiais ficando quietos e deixando que o silêncio faça com que as palavras saiam de um político ou de uma celebridade.
Você pode ficar desconfortável com o silêncio. Eu sei que eu fico. Mas eu tenho trabalhado nisso e devo dizer que é um estado muito mais sereno de se ficar do que tentar preenchê-lo com asneiras aleatórias só para encher o ambiente. Isso é um tipo de embaraçamento, um tipo que você deve se sentir confortável e aprender a viver com.
Outro tipo de embaraço social é esse espaço intermediário onde você fez algo errado ou foi injustiçado, mas não diz nada. Recebi algumas lições bem ásperas na minha vida e acabei percebendo que a liberdade que vem de falar sobre uma verdade desconfortável é melhor do que o conforto de evitar de falar sobre.
Alguém me disse recentemente que o método da família Clinton para ganhar respeito na política é: se alguém te empurra, empurre de volta com o dobro da força. É bem melhor do que o embaraçamento. É claro, não é passivo de agressão e você sabe da sua postura. Comece imediatamente.

PASSO 3. Recuse obstáculos.
Ande onde quer andar. Não aceite falsas escolhas. Não deixe as pessoas ditarem como você deve viver sua vida. Definitivamente não ouça o olho.

PASSO 4. Fale a verdade.
Você não precisa ser um cuzão, mas o mundo também não precisa outra pessoa que evita conflitos, alguém evasivo. Ninguém quer alguém que ande na linha de todo mundo. O status quo funciona perfeitamente sem você, então cabe a você falar que tá tudo uma merda se você acha que está.
Cuidado para não confundir. Falar a verdade implica ver a verdade, não jogar suas emoções encima de tudo.

PASSO 5. Comece sua nova vida.
Esse passo não pode acontecer sem os outros, mas uma vez que você chegou aqui, você pode começar a explorar um mundo inteiramente novo – um mundo onde tudo que você faz é bom e permitido enquanto não machuque gravemente outra pessoa. Quer explorar construções abandonadas? Sem problemas, enquanto você conseguir viver com as consequências. Têm vontade de se pendurar em cordas ou ser chicoteado por uma dominatrix? Vá, mas esteja seguro disso.
Uma vez que você começa esse caminho, você passa a descobrir que praticamente todo mundo é capaz de entender as estranhices que você faz. De fato, faz você interessante e alguém digno de se prestar atenção, o que colabora com seus plano de dominar o mundo, se você tem algum. Mas nenhuma dessas diversões podem acontecer sem que você reconheça o olho e o deixe para trás. Fazer isso é um ato poderoso de auto-controle que constrói ímpeto e te faz forte.
Tenha seu auto-respeito de volta. Faça isso hoje – tente imediatamente. Vista algo ridículo. Faça algo estúpido. Diga a verdade a alguém.


Walker

Depressão

Olá pessoal, como vão?

Este artigo abaixo é de muita valia para quem está passando por um período difícil e não só para quem está com depressão... leiam com calma e meditem sobre o assunto.


A depressão é a introversão forçada da energia psíquica, que invade a psique, exigindo de um paciente que reveja seus valores e sua vida. Os que se negarem a fazer isto poderão ficar escravos da patologia por décadas. A depressão pode ser curada se um indivíduo reestruturar sua personalidade, em um trabalho intenso e profundo.

Por fim devemos cultivar genuinamente valores espirituais: amor, compaixão, tolerância, solidariedade, tudo o que hoje em dia faz falta em nossa vida. Muitas pessoas acreditam piamente que, porque dão dízimo a uma igreja, estão salvas. Resposta materialista para um mundo materialista. Cômodo. Porém, na prática isso apenas fomenta mais e mais a distância da verdadeira espiritualidade. Não vou discutir dogmas neste artigo. O que quero mostrar é o quanto nos atemos a soluções "práticas", a "ilusões" do cotidiano, a conceitos superficiais para rever problemas complexos.

A epidemia de
depressão na atualidade evidencia a crise da individuação, na qual o ser humano perdeu seu referencial de auto-realização. Racionalismo exacerbado, projeção de culpa, rótulos superficiais, egoísmo, apatia, carência, tudo isto faz parte do projeto pós-moderno de existir em sociedade. Podemos escolher a vida superficial e sem sentido ou a consciência crítica e a busca de realização. Mas a dúvida imposta pelo universo, pela depressão, é a seguinte: como encontrar sentido e alegria na casca, no vazio da superficialidade, no consumismo ou no materialismo? 


UM FATO DETERMINANTE, Enquanto estamos lutando contra a depressão, (1) o que você pensa é o que determina a qualidade do seu dia. Você decide se vai ou não usar, naquele dia, a sua mente com pensamentos bons ou ruins. Você não percebe, mas acha que todo pensamento é inevitável. Mas não é. Não é mesmo.
(2) Temos que tomar o controle de nossos pensamentos, ou seja, pensamos aquilo que queremos. Deixamos fluir apenas aquilo que nos interesse. Mantemos na mente apenas aquilo que, por uma análise rápida, consideramos benéfico. Lembro-me de um dia muito interessante em meu processo de luta contra a depressão: A Companhia de energia havia cortado minha luz. Levaram inclusiva o relógio (dias antes eu havia religado a energia por conta própria, revoltado com a situação), Tive naquele momento duas alternativas: 1. Me revoltar novamente e alimentar sentimentos de rancor, angústia e vingança; 2. Planejar um jantar a luz de velas e demonstrar à minha família as vantagens do banho gelado. (Engraçado não é?) Pois é, mas foi o que eu fiz, (3) me decidi pela segunda alternativa (FAÇA ISSO VOCÊ TAMBÉM), tomamos banho gelado e fizemos um jantar à luz de velas. Cantamos, contamos histórias e fomos dormir como uma família.   

O DIA SEGUINTE: Pensei com calma em alternativas para o problema, busquei conselhos e em 48 horas estava com minha energia religada. As decisões do dia anterior deixaram minha mente pronta para decidir de forma produtiva e objetiva no dia seguinte.

SUA MANEIRA DE ENXERGAR AS SITUAÇÕES, DETERMINA O QUANTO AQUELA EXPERIÊNCIA VAI INFLUENCIAR SUA VIDA. POSITIVA OU NEGATIVAMENTE!

VIGIAR OS PENSAMENTOS, COLOCAR UM ALARME CONTRA PENSAMENTOS INÚTEIS OU DESTRUTIVOS.


(4) Você deve também pensar que há muitas pessoas que estão passando pelos mesmos problemas que você, e até bem maiores, portanto não você está sozinha(o) nisso. Como disse, é muito importante vigiar os próprios pensamentos; quem sabe a origem da sua depressão é apenas um montinho de areia da praia. Se você olhar para seu cotidiano pode descobrir seu exato tamanho. Também pode valorizar tanto seus problemas que se tornará um “world trade center” ou um “Pão de açúcar” se destacando em meio a paisagem; Cuidado pra não “se achar” o problemático da hora.

Resistência. Pouca coisa consegue superar uma boa resistência. Já teve a experiência de não querer fazer algo? Na adolescência por exemplo? Seus Pais diziam: Faça isso; Você dizia não quero... Mas fazia. Isso pode ter durado algum tempo, mas se você se mostrou resistente durante aquele período, mesmo fazendo, certamente seus Pais cederam e você não teve que fazer mais. Falo de algo genérico. Mas de forma específica temos que demosntrar RESISTÊNCIA contra os pensamentos, desejos e ações auto-destrutivas; Resistir, dizer a si mesmo NÃO vou ceder a autopiedade. NÃO vou ceder ao rancor. NÃO vou ceder a amrgura. NÃO vou ceder ao passado, NÃO vou ceder a saudade, NÃO vou ceder a tristeza e por aí vai. (5) Quais tem sido seus maiores inimigos nesta batalha? Identifique-os e RESISTA.

(6) SEJA ÚTIL, de forma muito prática e objetiva, pergunte-se: O que há de importante para se fazer por aqui? ONDE? Na família, na vizinhança, entre os amigos, no bairro, no condomínio, na cidade, no país, no planeta, em minha própria vida...
...Encontre espaços onde você pode e deve ser útil e comece algo. Torne sua vida que já é importante em uma vida cada dia mais útil; Quer uma dica pra hoje? Pense em 5 COISAS (1 para cada) que você pode fazer na semana para cooperar com:

1. Um vizinho(a);       
2. Um amigo(a);      
3. Um Parente;        
4. Um desconhecido;        
5. Você.        

Pense no que fazer, como fazer, quando fazer e faça; Não quero deixar a idéia de que a depressão se combate com ativismo, mas a falta de uso de uma vida nobre (a sua) pode trazer constrangimento à sua alma.

(7) MUDE SUA MANEIRA DE ENCARAR A VIDA, Como você tem vista a vida até agora? Um perde e ganha? Um campo de batalha? Lutando pelo que? Por sua vontade? Por seus instintos? Pela submissão dos outros? Pela apreciação dos outros? Pra ser ouvido? Pra fazer e fazer? COMO VOCÊ ENCARA A VIDA? Centrada em uma ou algumas pequenas batalhas, como acima mencionadas? OU a Vida é tudo isso e muito mais. Perceba as áreas de sua vida que ficaram esquecidas. Pare e pense sobre isso, encontre essas áreas e comece a investir nelas, se decidir que vale a pena;

(8) Exercite a mente, comece uma empreitada para aprender. Sim, aprender é uma das atividades mais saudáveis que existe e um dos maiores remédios contra a depressão e a sensação de vazio. Quando aprendemos começamos a enxergar a vida sob outros prismas. Aprender nos ajuda a alcançar nossos horizontes. Estimula nossa criatividade. Nos coloca em condições de agir. Escolha um tema, um livro ou quem sabe um curso. Aprenda. Decida ter o aprendizado como uma de suas atividades frequentes. Na minha luta, nos tempos mais difíceis, todo mundo podia me ver com um livro nas mãos. Estava sempre lendo. Uma das coisas que aprendi foi desenvolver site (nada excepcional) mas aprendi os segredos. Aprimorei meu Inglês. Fiz um curso de Instrutor de Trânsito (Bom demais), Lí muito sobre psicologia. Fiz novos estudos sobre a Programação Neurolinguística...

Muito deste aprendizado tenho utilizado em minha vida e em minha profissão até os dias de hoje. E repito a dose com frequência. Tornei-me um estudioso frequente. Exercito minha mente diariamente. Tento aprender algo novo a cada dia. Isso tem sido uma verdadeira fortaleza mental pra mim e para os que me cercam. Também tenho tomado o cuidado de não me transformar em um “sabe tudo”. Aquele cara chato que tem respostas pra tudo, que já fez de tudo, que conhece tudo. Isso é deprimente. Mas tento ser útil com o que aprendo. Só isso.

(9) Receba os traumas da vida como situações “Naturais e inevitáveis” pois a vida é assim mesmo. Os adeptos do “Não sofrimento” na verdade demonstram um grau muito grande de imaturidade e covardia. Não existe vida sem processos. E todo processo traz mudanças, sofrimentos e resultados. O Seu processo está acontecendo agora. O do outro já passou ou ainda virão outros. A questão é entender nosso processo de crescimento. Se livrar das situações difíceis da vida quando for possível, é bom, mas melhor ainda é reconhecer que estas são inevitáveis e que o grande segredo da felicidade está em aprender a lidar com as situações. Receba esta oportunidade de crescer e depois que o temporal passar analise o que aprendeu e como poderá usar para a felicidade dos outros e a sua própria.

A experiência da depressão é uma das mais ricas que o ser humano pode passar. Não aconselho que entre nela. Mas se já entrou, comece o caminho de volta, traga algumas impressões encontradas no fundo do poço. Suba devagar pra não escorregar. Ignore os ecos da subida, são apenas ecos. Segure-se firme nas 9 (nove) cordas que te lançei (ou outras mais que possa conseguir), ao encontrar outros na subida, compartilhe algumas cordas e ajuste-os, não se esqueça de olhar pra cima, existe luz na entrada do poço, ela está sempre encima porque é de lá que as mãos mais poderosas do mundo estão te segurando. Você sabe quem, não é? (10) Então confie, acredite, tenha fé!



fonte:Mucio Morais - Palestrante Motivacional - http://www.microepequenasempresas.com.br/desenvolvimento-pessoal/depressao-e-pensamentos-destrutivos-um-dos-fantasmas-no-mundo-empresarial/

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

A Cura do Medo da Morte

Cura do Medo da Morte... (Ibn Sina)

Tradução direta do árabe por Jamil Ibrahim Iskandar

Leia com atenção, paciência e coração aberto.



           Louvado seja Deus, Senhor dos mundos, que suas bendições sejam sobre o nosso Senhor Muhammad[3] e  seus familiares, os agradáveis, os castos.
Sendo o medo da morte um dos mais vigorosos que acompanha o homem e sendo este medo geral e, em sua generalidade, o mais forte e severo de todos os medos, é necessário que eu diga que o medo da morte não se apresenta a não ser para quem, na verdade, não sabe o que é a morte ou não tem ciência para onde irá sua alma  ou porque presume que se sofrer dissolução ou sua constituição se aniquilar, estaria, então, dissolvida sua essência e sua alma estaria aniquilada; uma aniquilação igual a do não-ser, presumindo que o mundo permanecerá, estando ele presente ou não, porque ignora a questão da permanência da alma e o modo do retorno da mesma ou  porque  presume que há forte sofrimento na morte, diferente do sofrimento pelas doenças que talvez o tenham acometido e foram a causa de sua aniquilação ou porque acredita que suas punições se apossarão dele após a morte ou porque está atônito, não sabe para  onde  irá  após a morte ou porque lamenta por aquilo que deixará em riqueza e posses. Tudo isto são presunções falsas, não têm veracidade.
Quanto à ignorância a respeito da morte e não saber o que ela é, esclarecerei que a morte não é senão a alma deixar de utilizar seus instrumentos, que são os órgãos cuja soma chama-se corpo, tal como um artesão abandona seus instrumentos.
A alma é uma substância não corpórea, não está sujeita e nem é receptiva à corrupção. Este esclarecimento necessita de conhecimentos que o antecedem. Isto está esclarecido e explicado em seu devido lugar[4].  Se esta substância abandonar o corpo, ela permanece e esta permanência lhe é própria, isenta das moléstias da natureza , feliz,   cuja felicidade é completa; não havendo meio para seu aniquilamento e para sua não existência. A substância não se aniquila enquanto é substância; sua essência não se aniquila, entretanto os acidentes, as particularidades, as relações e as correlações que existem entre a mesma e os corpos se anulam por intermédio de seus contrários. Quanto à substância, ela não tem contrário; cada coisa que se corrompe, se corrompe por seu contrário. Se você observar a substância corpórea, que é mais vil do que a substância nobre, a encontrará não sujeita à aniquilação e à destruição enquanto substância, mas  uma substância em relação à outra modifica-se. Deste modo, rejeita-se alguma coisa própria da substância e rejeita-se seus acidentes.
Quanto à própria substância, ela permanece e não há meio para sua não existência e seu aniquilamento. A substância espiritual[5]  não aceita transformação nem alteração em sua essência, aceita , porém,  a completude e as perfeições de sua forma.  Como então imaginar nela o não-ser e a destruição?
Quem tem medo da morte porque não tem ciência para onde irá sua alma ou porque presume que se seu corpo sofrer dissolução e sua constituição aniquilar-se, se aniquilariam tanto sua essência como sua alma e, além disso, ignorando a permanência da alma e a qualidade do retorno[6], então, na verdade, não tem medo da morte mas, ignora o que é necessário saber. A ignorância é o medo e a causa do medo  da morte,  e esta ignorância é o que levou os sábios a desejarem o conhecimento e a dedicação em função deste, bem como a abandonarem os prazeres do corpo e o repouso do mesmo, optando pela aplicação e pela vigília. Perceberam que o descanso de se libertar da ignorância é o verdadeiro descanso e o verdadeiro cansaço é o cansaço da ignorância porque esta é uma enfermidade que está na alma e eximir-se dela é libertação e descanso duradouro e prazer eterno.
Quando os sábios creram nisso, refletiram e procuraram a verdade a respeito ,  alcançando  a mesma pelo intelecto e, assim, obtendo tranqüilidade, todas as questões terrenas ficaram simples para eles. Vilipendiaram tudo que as pessoas em geral consideram importante, como dinheiro e riqueza, os prazeres sensíveis e os desejos que levam a estes prazeres. Se os desejos forem de pouca afirmação  e permanência, rapidamente perecem e desaparecem; trazem muitas preocupações quando existem e imensas aflições quando não existem, então os filósofos os evitaram na medida do necessário na vida e se consolaram com o mérito de viver nesta vida sem os vícios que mencionei e não mencionei também, porque estes não levam a um objetivo. Pois, se o ser humano alcançar um propósito nesta vida, é levado a outro propósito, sem limite nem término num limite. Esta é a morte da qual não se deve ter medo, e o empenho pela mesma[7]  é o empenho pelo efêmero, dedicar-se a ela é dedicar-se ao fútil; por isso, segundo o juízo dos filósofos, a morte são duas mortes. Uma voluntária e outra natural. Também, a vida são duas vidas: uma vida voluntária e outra natural - quiseram significar por morte voluntária, a morte da concupiscência e o abandono da exposição a ela e quiseram significar por vida voluntária aquilo em função do qual o homem se esforça na vida terrena no que diz respeito a alimentos, a bebidas e à concupiscência e quiseram significar por vida natural, a permanência da alma, duradoura na felicidade eterna pelo que adquire de benefício através do conhecimento e isenção da ignorância – por isso o filósofo[8]  Plotino, que Deus conceda o descanso à sua tumba, que perquiriu a sabedoria; recomendou e disse: “morra voluntariamente, viverás naturalmente”.       

 As  pessoas que têm medo da morte natural, têm medo do que é necessário suplicar, porque a pessoa é um “vivente racional, mortal”. Então, a morte é perfeição e completude e por ela atinge-se o mais alto grau de entendimento. Quem souber que toda coisa é composta por sua própria definição e sua definição é composta por seu gênero e suas diferenças (específicas) e que o gênero da pessoa é o vivente e  suas diferenças são as coisas  racionais e as mortais,  sabe que depende de seu gênero e de suas diferenças porque todo composto, sem dúvida, depende da coisa a partir da qual foi composto. Quem ignorar aquilo do qual  está  tendo medo a perfeição de sua essência  e qual é a pior situação,  quem estimar que sua própria aniquilação se dá através de sua vida e sua imperfeição se dá através de sua perfeição, e, ainda,  se o imperfeito tiver medo de se aperfeiçoar,  ignora a si mesmo no máximo  da ignorância. Então, é dever daquele que compreende, entristecer-se com a imperfeição e ser afável com a perfeição, procurar tudo que o aperfeiçoa,  o completa e o dignifica e eleva sua situação. Deve desvincular-se do aspecto que acredita levá-lo ao medo e  não se desvincular do aspecto  que fortalece sua certeza e o acrescenta quanto à sua constituição  e ao seu comprometimento. Assim, terá certeza  que se a substância  divina, nobre, ficar livre da substância corpórea grosseira, porém, uma libertação  pura e sincera e não uma libertação mesclada e obscura, então atingirá o mundo mais elevado  e retornará à Sua soberania e se aproximará de seu Criador;  passará para a proteção do Senhor dos mundos e estará na companhia dos espíritos agradáveis, parecidos e semelhantes a ele e ficará salvo de seus opostos e seus diferentes. 
A partir disto,  sabemos  que aquele  cuja  alma separar-se de seu corpo porém, desejosa do corpo,  compadecida, temendo a separação  deste corpo, esta alma está no máximo do infortúnio e da dor em sua essência, e sua substância se distancia do aspecto de sua permanência, desejando a sua própria permanência para   estabelecer-se nela.
Quanto a quem presume que a morte é uma dor terrível, diferente da dor das enfermidades que talvez tenham  se lhe apresentado, sua presunção é falsa porque a dor se dá por apreensão e a apreensão pertence ao vivente e  o vivente é  quem recebe a influência da alma. O corpo que não tem influência da alma, não sente dor e nem tem sentidos[9]. Então, na morte, que é a separação da alma do corpo, não há dor porque o corpo só  sente dor e tem sensação por intermédio da alma e a concretização da influência da mesma no corpo; se se tornar apenas  corpo, não haverá  influência sobre a alma, não haverá sentidos nem dor.
Ficou esclarecido, então, que a morte é uma situação para o corpo que se dá pela separação da alma deste corpo, a morte não será sentida nem traz dor, porque havia sensação e dor por intermédio da alma. Quanto a quem tem medo da morte por causa da sanção, então, na realidade, não tem medo da morte, mas tem medo da sanção; a  sanção  se dá sobre alguma coisa que permanece após a morte; então, sem dúvida ,  este reconhece suas culpas e suas  ações más,  merecedoras de punição. Com isto, reconhece um legislador justo que sanciona  pelas coisas más e não pelas boas ações. Portanto, quem tem medo da morte, tem medo de seus pecados e não da morte. Quem tem medo de seus pecados lhe é   um dever evitar esses pecados. As más ações  chamam-se  pecados e procedem de disposições más;  já  ‘mencionamos e lembramos seus contrários, ou seja, as virtudes’. Quem tem medo da morte sob esta forma e este aspecto, então ignora aquilo do que deve ter medo e tem medo daquilo que não exerce influência nem medo. Quem adquirir conhecimento, se afirma e quem se afirmar conhecerá a via da felicidade e, então, seguirá esta via. Quem  segue o caminho da retidão visando a um objetivo, será , sem dúvida,  conduzido a este objetivo. A afirmação que acontece por intermédio do conhecimento, é a certeza e a situação daquele que reflete sobre sua religião e está apegado à sabedoria da mesma.
Quem  diz não ter medo da morte mas se entristece por deixar família, filho e riqueza e lamenta o que perderá de  deleites e concupiscências  do mundo, é necessário mostrar-lhe que o entristecer-se por algo que é imprescindível que aconteça, não há esforço útil por este algo. O ser humano está entre os vários elementos  que existem por geração, engendrados corruptíveis. Todo  ser engendrado, sem dúvida,  é corruptível. Quem almeja não ser corruptível, então almeja não existir e quem almeja não existir almeja a corrupção de si próprio; é como  se almejasse ser corruptível e almejasse não ser corruptível , almeja existir e não existir. Isto é impossível, não ocorre a quem intelige. Também, se fosse possível ao ser humano permanecer[10], os nossos antecedentes teriam permanecido. Se todas as pessoas permanecessem com suas descendências e não morressem, a Terra não os comportaria. Você pode refletir sobre isto que estamos dizendo.
Foi estimado que um só homem que existisse desde há 400 anos até hoje e pertencendo a pessoas famosas, para que seja possível fazer o censo de seus filhos existentes, como por exemplo o Príncipe  dos Crentes  ‘Ali Ben  Abi  Tálib[11],  que a paz recaia sobre ele,  que tem filhos e seus filhos também têm filhos e permanecessem  também gerando filhos e ninguém deles morresse. Calcule a quantidade  dos mesmos em nosso tempo e encontrarás mais do que dez mil homens; calcule também todos os que  viveram neste século[12] na superfície da Terra, tanto no Oriente como no Ocidente da mesma. Se duplicar este número, não haverá uma multiplicidade[13]  que os abranja nem uma quantidade que os conte. Calcule a superfície da Terra. É  uma superfície conhecida e limitada. A Terra não os comportaria nem em pé nem amontoados, como então os comportaria sentados à vontade? Não restará lugar para construção nem lugar para o plantio nem trânsito para alguém nem  haverá um movimento mais prioritário que outro. Tudo isto  considerando  um tempo pequeno. Como seria então se se aumentar o tempo considerado e as pessoas duplicarem nesta proporção?
Esta é a situação de quem sente concupiscência   pela vida eterna e tem aversão pela morte e estima que isto seja  possível[14], em função da ignorância e de nada  entender a respeito.  Então,  a sabedoria Divina eloqüente e a justiça ampla do governo imparcial, é Retidão que não tem  ninguém  justo superior a  Ele. Ele é o máximo da generosidade e não tem  propósito de vantagem.  Aquele que tem medo da morte, tem medo da justiça de Deus e de Sua sabedoria, tem medo de Sua generosidade e de Sua doação. Portanto, a morte não é perniciosa, pernicioso é o medo da  mesma. Quem tem medo da morte ignora-a e ignora a essência da mesma.
A verdade sobre a morte é a separação da  alma do corpo. Nesta separação não há corrupção da alma, é corrupção da composição do corpo. A substância da alma  que é a essência do ser humano e sua parte mais importante e, também, sua redenção, permanece e não é corpórea. Acompanha-a o que acompanha os corpos, porém, nada de acidentes dos corpos a acompanha, tais como, a competitividade quanto a lugar porque não necessita de  lugar e não se empenha quanto à permanência temporal porque prescinde do tempo.  Mas o benefício desta substância através dos sentidos e dos corpos é completude para a mesma. Se se completar por intermédio destes[15] e depois  desvincular-se dos mesmos, dirige-se para o seu mundo[16] nobre, próximo de seu Criador e de sua procedência, Querido e  Excelso seja.
O homem que pratica uma caridade por seu irmão falecido ou supre uma  dívida do mesmo, fica feliz pela felicidade deste falecido –  porque se a alma for una, o próprio praticante da caridade,  e esta outra alma e as outras almas são uma só coisa mas, se esta alma for múltipla[17], o caridoso somente praticará esta amabilidade por esta alma em função de sua  semelhança a ela - e essas almas  semelhantes são como se fossem uma só coisa.
Apesar de ter sido defensor do espírito racionalista e científico, Avicena mostra o apreço que tinha por sua religião. 






[1] Al-Shaikh al-Raís : o grande mestre. Assim era chamado Avicena  em sua época. O texto é uma tradução direta do árabe a partir de uma antologia de textos deste filósofo intitulada Rasá’il  [Epístolas], editadas pela editora Intisharát Baidar, em Qom, Irã, em 1979, p. 339-346.
[2] Professor de Filosofia Medieval árabe na Universidade Federal de São Paulo, Campus Guarulhos.
[3] Trata-se do Profeta do Islamismo, Muhammad..
[4] Veja a respeito deste assunto o volume que é parte da grande obra de Avicena denominada Al-Shifá’ ( A Cura), com o título de Ilm  al-Nafs Psychologie D’ibn Sina), especialmente o capítulo I, editado pela Enterprise Universitaire d’Etude et de Publication Beyrouth e Editions du Patrimoine Árabe et Islamique, Paris, 1988.
[5] Espiritual . Esta palavra pode ser entendida aqui no sentido de Ruh, sinônimo de  Aql, isto é, intelecto.
[6] Deve-se entender que é o retorno a Deus.
[7] O empenho pela mesma : no sentido de querer evitar a morte.
[8] Filósofo: tradução da palavra Hakim que tanto pode significar sábio como filósofo.
[9] É uma referência aos cinco sentidos.
[10] Permanecer : quer dizer não morrer.
[11] Trata-se de um eminente kalifa do Islã e fiel seguidor do Profeta Muhammad e seu genro ; nascido  no ano 600.
[12] É uma referência ao séc. VII.
[13] Multiplicidade :  esta palavra é utilizada aqui como sinônimo de grande número.
[14] Que isto seja possível : que seja possível viver eternamente.
[15] Destes : dos sentidos e dos corpos.
[16] Seu mundo: o mundo da alma.
[17] Múltipla : esta palavra está sendo traduzida a partir da palavra árabe  “mutashátia”  que pode significar dispersa ou diversa. Optamos por múltipla em oposição à palavra una utilizada anteriormente neste parágrafo

Os 7 Estágios da Cura Emocional



Como limpar as emoções negativas em seu corpo é um processo que a maioria de nós nunca foi ensinada a realizar. A sociedade não dá muita credibilidade a este trabalho. Conseqüentemente, quando tentamos limpar, por não sabermos os estágios pelos quais as pessoas passam para liberar emoções dolorosas, ficamos sem saber como sair do lugar. Para muitos, isto leva a um sentimento de frustração e simplesmente desistem. Mas, quando desistimos, pagamos um preço. Quando os conflitos permanecem irresolvidos, as emoções associadas a eles permanecem, criando um desequilíbrio energético no corpo a nível físico que nos leva às doenças. A nível mental, podem criar desordem bipolar e em alguns casos, depressão. No nível emocional, nos levam a tanto agir de formas destrutivas como a fúria, ou de forma dissimulada, usando comportamentos agressivos/passivos. Todas estas coisas são destrutivas para nosso relacionamento pessoal com nossa Criança Interior e nos nossos relacionamentos com os outros.

Os 7 Estágios da Cura Emocional são dados como um roteiro para auxiliá-los a navegar pelas fases de limpeza que cada pessoa experimentará a fim de curar total e completamente sofrimentos negativos associados a conflitos ou outros eventos negativos do organismo.

Os 7 Estágios

1. Gatilho
2. Identificar o gatilho através da raiva
3. Projeção e acusação (culpar).
4. Expressar e liberar raiva e dor
5. Procurar e encontrar o espelho
6. Possuir o espelho
7. Limpar o espelho
21 ago (15 horas atrás)

1. Gatilho

Um gatilho acontece quando alguém viola um acordo ou ultrapassa um limite.

2. Identificando um gatilho através da raiva.

Uma vez apertado o gatilho, você reage com raiva ou, se não raiva, no mínimo, com um sentimento que alguma coisa não está certa.

Nota: Muitas pessoas ficam paralisadas aqui porque aprenderam a reprimir sua raiva imediatamente quando ela ocorre. Um exemplo seria dizer a si mesmo,"Oh, não vale a pena se incomodar com isto."

3. Projeção e acusação (culpar).

Se você está com raiva, a próxima coisa que faz é culpar alguém por isto. Chamamos isto de "projeção" porque você está colocando a culpa de sua dor em alguém mais.

Nota: Muitas pessoas projetam e culpam mas não ultrapassam este ponto e expressam isto para a pessoa com quem estão aborrecidas.

4. Expressar e liberar raiva e dor

Este é o passo em que você expressa sua indignação contra o acusado. Expressar pode assumir várias formas, dependendo da intensidade da violação e do gatilho. Violações brandas podem requerer apenas que se fale sobre o assunto. Grandes violações podem requerer falar-se sobre elas e alguns xingamentos para aliviar a dor e assim por diante.

Nota: Muitas pessoas param imediatamente após este passo porque elas acreditam que não se sentirão confortáveis e/ou elas não têm o direito de expressar sua raiva. Neste caso, sobrevém o comportamento passivo/agressivo, porque a raiva precisa ser liberada.
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5. Procurar e encontrar o espelho

Uma vez a raiva tenha sido expressada, a lógica pode voltar. Agora, e apenas agora, você pode começar a descobrir como a situação foi co-criada por você. Começando com o Passo 1 até o 3 da Fórmula da Compaixão, você busca pela lição, contrato ou assunto que a outra pessoa está desempenhando.

Dica: Se você não for capaz de falar com seus guias para obter a informação necessária para encontrar o espelho, tente começar com o *Passo 4 da Fórmula. Pergunte-se, "Que medo a outra pessoa está expressando através de seu comportamento?" Uma vez você tenha percebido que medo é, pergunte então, "Que crença está desencadeando este medo?" Fazendo isto, você está traçando seu caminho de retorno para a crença que é a raiz de seu comportamento. Mantenha em mente esta regra. Crenças criam medos que interferem em nosso comportamento.

6. Possuir o espelho

O Passo 4 da Fórmula da Compaixão, é onde você reconhece o aspecto seu que a outra pessoa está refletindo de volta para você. É sempre um comportamento motivado pelo medo. No mesmo momento do reconhecimento, você será capaz também de perceber que você fez a mesma coisa que vem julgando aquela pessoa por fazer. Se você enxergar isto verdadeiramente, a raiva e a dor se transformarão rapidamente em empatia e tristeza porque você entende, de imediato, o medo que leva a ambos a ter aquele comportamento.

Nota: Você pode já ter completado este passo se usou a dica colocada no Passo 5.
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7. Limpar o espelho

Os Passos de 5 a 9 da Formula da Compaixão são completados nesta fase.

Agora que você descobriu o medo que motivou seu comportamento, o próximo passo é perguntar-se, "Que crença disparou o gatilho deste comportamento?" Geralmente isto é uma crença profunda tal como, "Eu preciso ser perfeita a fim de ter o direito de existir." Uma vez tenha encontrado esta crença, agora você tem o dom; o reconhecimento da crença e a oportunidade de mudá-la.

Neste ponto acontece uma mudança súbita em seu corpo. A empatia e tristeza transformam-se em incrível apreciação e gratidão pela outra pessoa pois toda a raiva, dor e culpa são transmutadas. Neste momento você libera a outra pessoa total e completamente. Você então perdoa e valida o sofrimento da outra pessoa.

Passo 9 da Fórmula da Compaixão: Seu único pensamento agora é como agradecer a outra pessoa pela dádiva. Você faz isto agradecendo-lhe com um coração cheio de apreciação e gratidão. Elas sentirão isto. Uma vez completado, você limpou o espelho. O conflito passou e paz, amor e harmonia se reestabelecem. Mas há uma compensação ainda maior, cada parte sente um enorme grau de confiança no relacionamento porque sabem que quando o conflito surge, cada parte fica para resolvê-lo e não foge.

Fonte: http://www.luzdegaia.org/nibiruano/jstarr/cura.htm 

Mudanças 2012

Gente, resolvi mudar um pouco o foco do blog... mudei até de nome para abordar um assunto que infelizmente cresce a cada dia: Síndrome do Pânico e desordens da ansiedade em geral. 

Peço perdão por ter que sintetizar tudo isso, e escrever em poucas linhas tudo o que quero, mas é que na verdade, além de ter meu trabalho que me ocupa um tempão, estava ansioso ( ansiedade boa, gente! ) para fazer algo para ajudar alguém que sofre de ansiedade em geral, e quero de todo o coração que antes de consultar o Dr. Google, vocês dêem uma passadinha aqui pelo site e tente encontrar algo que te deixe mais tranquilo ao menos. Não sou, nem quero ser o dono da razão, não sou médico nem psicólogo, quero realmente abrir um espaço para discutirmos os pontos, dar alento à alguém que precise e faço pela minha, infelizmente, vasta experiência no assunto que não só pesquisei muito, como o sinto na pele.

Há cerca de 1 ano e meio tive minhas primeiras crises de pânico e como muita gente, não sabia o que estava acontecendo. No decorrer dessa jornada tive apenas 4 crises de pânico realmente, por isso foi complicado o diagnóstico correto, até hoje nem eu mesmo sei o que tenho, se é stress, se é pânico, se é depressão ou TAG... rs. Cada ''profissional'' diz uma coisa e tem uma linha de tratamento diferente. Confesso que nunca encarei um tratamento de frente, sempre quis me controlar sem remédios, mas no meio do caminho fiz várias burradas, não aguentei o tranco, comecei a tomar medicação e parei na metade, por conta própria. Pela ordem, já consultei diversos profissionais, como: Neurologista, Psiquiatra1, Psiquiatra2, Psicóloga1, Homeopata, Psiquiatra3, Acupunturista, Psicóloga2, Psiquiatra4.

Como vocês podem ver, estou no 4 psiquiatra. Não recomendo isso à ninguém, sigam o tratamento até o fim, com o Psiquiatra principalmente, desde que tenham plena confiança no profissional. Caso não sentiu confiança no Psiquiatra, e claro, caso você possa esperar NÃO COMECE TOMANDO A MEDICAÇÃO pra ver no que vai dar. Procure outro profissional, você tem todo o direito.
Ressalto: Jamais, eu disse jamais comece tomando antidepressivos e/ou ansiolíticos e pare por conta própria, isso piora o seu estado não somente na hora como futuramente também.

Agora, pela primeira vez estou seguindo o tratamento... os efeitos colaterais são ruins, tonteira, estados depressivos e dores de cabeça. Mas estão mais leves... estou no 12 dia... me sinto melhor. 

Hoje em dia, poderia pensar em 2 hipóteses: 
1. Poderia ter segurado o tranco e não ter iniciado tratamento algum sendo que saberia que eu não iria terminar. Como estaria hoje sem remédios?

2. E se eu tivesse encarado o primeiro tratamento lááááá no longínquo ano passado com o Neuro, será que já estaria melhor?

De todas fico com a 3: Não importa. O que foi feito não pode ser desfeito, agora tolice é fazer tudo errado de novo.

Tratamento? Tem vários!
Existe cura? Claro!
Sem Remédios? Perfeitamente! Há vários casos de sucesso de cura sem remédios, conheço pessoalmente 2 casos, e há inúmeros por aí! 
Mas não é demérito algum se você estiver tomando medicação. Agarre-se neste corda e suba, confiante, estou nessa também!

Espero que encontrem aqui o que procuram, estou disponível, sempre que possível no msn, e no facebook.

Um grande abraço!
Rafael.